quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Shivers

São calafrios nunca sentidos antes,
são dores prazerosas de momentos sufocantes
que vêm de lugares em mim
onde eu nunca estive.
Que mordem em um assoprar sem fim
e me encontram não importa o quanto esquive.
Batem fortes como ondas frias
de um mar ressacado,
São tristes como sangrias
que me deixam todo marcado.
Invadem a minha alma
e me jogam de cabeça para o fundo.
Mas que passados, deixam a mente calma
e faz do peito tenro solo fecundo.
Na turbulência não respondo, e por segundos infinitos
acredito não precisar mais de respirar.
Quando canto, ninguém ouve meus gritos,
insuficientemente fortes para te trazer para cá.
É quando da agonia faz-se o pranto,
e viver é plena lamuria por estar acordado.
Pensar é arremessar longe qualquer arrependimento,
por no mar de calafrios eu ter me jogado.