quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Minha Commedia dell´arte

Hei de fazer pães
até que a pútrida massa seque
até que esgotem-se todos os olhares
ou até que tudo em um trágico fim termine

pois em cada feiche de luz
de sorriso de colombina
renova-se a esperança de volta
e edoidesse o Pierrot e os pensamentos
de todo o futuro que há de ser presente

O coração corre apertado, so de imaginar
o dia em que todos se sentam à mesa
a provarem do pão, que há tanto esperava por ela.
Mas enquanto isso, faz se da vida, errante pretenção.

Chegado o dia, então. As lembranças da caixa sairão
abri-la antes disso, para mim seria
- de fato - reconhecer
que um dia poderia de ti esquecer

Eu, como pai dos palhaços tristes
espero o carnaval do ano que vem
vislumbro, de tanto prever
o encontro em um baile de máscaras

O reconhecimento do inconfundível único sorriso
que a tanto atormentou minhas pretenções.
Fazer desnecessária a pergunta:"quem é você?"
Hoje distante, sorriso malvado maltrata de novo

A distância é do tamanho da vontade
de te me fazer lembrar e sorrir, colombina.
Mas não fiques triste. O dia há de chegar!
Quando a carta encontrar, deverás lembrar.

De como é ser invadido por esse sentimento
de fazer o que preciso for
por apenas um olhar de frestas de escada
E nada mais fazer, sem antes pensar no que há de ser.
de mim sem você.