sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Sem freios

O menino João
sem rumo nem caminho
a andar pela perda
sem destino achar

a sentir na boca
a lágrima a gelar
a deslizar
a fazer soluçar

o menino João
a jogar no caminho
a perder o destino
a rumar para lá

sem medo de ser visto
a rumar sem reparar
a olhar ser olhado
sem querer voltar

O menino João
a lembrar de chorar
a sofrer a vagar
a chorar por lembrar

e na perda, se perder
de tristeza, padecer
no asfalto virar lágrima
de quem nada tinha a ver com aquilo