domingo, 27 de julho de 2008

Cinema

A noite chegara e ele escrevia palavras tristes. Tudo o que ele queria era ligar para ela, dizer o quanto tinha gostado do beijo no cinema. Dizer que há meses ele ensaiava frases feitas. Que não acreditava que fosse possível, que ele estava nas nuvens. Contar para ela e rir do medo bobo que tantas vezes o fizera gaguejar e exitar na presença dela. Mas não podia. Aquela tarde não fora diferente das outras. Mais uma vez, o que ele planejara não acontecera. E ao invéz da ligação, ele tinha que se contentar com palavras tristes e a sensação de ser nada. Dormir só depois de pensar exaustivamente que realmente não merece nem os sorrisos que ela dá. Pensar nisso até começar a ensaiar as frases de sempre.